Câmara de Esterilização com Radiação UV para EPI’S

Aplicação:
Equipamento com luz UV para esterilização de equipamentos de proteção individual (EPI’s), como máscaras, óculos, capacetes, sapatos, aventais, etc.

Tecnologia:
Com lâmpadas que emitem radiação UV de onda curta com um pico de 253,7nm (UV-C) para ação germicida.
A ação da luz UV-C proporciona inativação rápida e eficiente de microrganismos como H1N, Corona vírus e Covid-19.
O DNA, RNA e as proteínas dentro do microrganismo (ácaros, alérgenos, patógenos, bactérias,
vírus e esporos) absorvem essa energia e se destroem.

Vantagens:
Sistema instantâneo e eficiente
Procedimento seguro e limpo
Ambientalmente correto.
Não requer substancias químicas
O vidro da lâmpada evita a formação de Ozônio de 185nm

CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO
Estrutura:

  • caixa externa e porta da câmara em chapa de aço com tratamento anticorrosivo e pintura eletrostática em epóxi
  • câmara interna em chapa de aço 1020 com pintura eletrostática em epóxi, acabamento espelhado para melhor reflexão da esterilização.
  • quantidade portas: duas
  • Pode ser fornecida com cestos de arame, bandejas, bandejas perfuradas, grades de aço inoxidável ou qualquer tipo de suporte para equipamentos de proteção individual (máscaras, óculos, capacetes, sapatos, aventais, etc.).
  • perfil de vedação em silicone
  • medidas internas: L= 1360 X P=660 X A=1280 (mm) (1148 litros)
  • medidas externas: L=1860 X P=850 X A=1800 (mm)
  • quatro rodízios, sendo dois com travas.

Temperatura:
Alcance da temperatura: de 20 a 50 C
Controlador eletrônico digital microprocessado, PID, com sensibilidade de 0,1C, variação de +/- 0.4 C,
Circulação de ar forçado no sentido vertical, através de mini ventiladores com fluxo de ar de 5.4 m3/hora e dutos internos propiciando uma perfeita homogeneização.
Resistência blindada em tubo aço inox AISI 304, com aletas.
Sistema de refrigeração tipo frost free, com compressor hermético, gás livre de CFC.

Esterilização:

  • 18 lâmpadas UV
  • segurança: desligamento automático das lâmpadas ao abrir a porta
    Controle:
  • Painel “touch screen”, para controle: da temperatura e informativo do tempo de vida útil das lâmpadas.
    Energia:
  • cabo de energia trifilar com aterramento, com dupla isolação, com tomada e plug de três pinos, NBR NM
    243 e NBR 14136
  • 3000 watts, 220 Volts, 60 hz.
    COM CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO RASTREAVEL A RBC E INMETRO

Agitador de Cervejas 360 Graus para 4 Frascos

Um dos mais tradicionais do Brasil, o setor cervejeiro está presente em todas as cidades do país, em uma cadeia que vai do agronegócio ao pequeno varejo, passando pelos mercados de embala­gens, logística, maquinário, construção civil, entre outros. Os Equipamentos da Marconi estão presentes neste importante mercado, trazendo inovação e resultados para setor de grande relevância para economia brasileira um forte indutor da economia nacional.

Destacamos para as cervejarias MA265 | Agitador 360 Graus para 4 Frascos

Para garrafas tradicionais de 600 ml, linha gourmet e latas.

Um equipamento com ótimo custo x benefício, atendendo desde de pequenas cervejarias até grandes produtoras.

Aplicação:

– Para agitar as garrafas/latas de cerveja nos tamanhos:

4 garrafas de 1000 mL

4 garrafas de 600 mL

4 garrafas de 350 mL

4 latas de 500 mL

4 latas de 473 mL

4 latas de 350 mL

4 latas de 269 mL

 Homogeneização:

– Moto redutor de 1/4 C.V., motor de indução para trabalho em longos períodos

– Suporte giratório: 360 graus, fixação dos frascos com 2 manípulos

– Capacidade para 4 garrafas conforme as especificações acima.

– Velocidade de 72 ± 1 RPM,

– Temporizador programável de 9 segundos ate 9999 horas, leitura digital, com sonoalarme

 Estrutura:

– Caixa em chapa de aço com tratamento anticorrosivo e pintura eletrostática em epóxi.

– Tela de proteção com abertura vertical com posicionamento semi-embutido.

– Para instalação em bancada

– Aciona o motor somente com a tampa fechada com sensor indutivo.

 Energia:

– cabo de energia trifilar, com dupla isolação, com tomada e plug de três pinos, NBR NM 243 e NBR 14136.

– 220 Volts, 60 Hz.

Solicite aqui maiores informações

Marconi entrega Moinho Desfibrilador Supermasscolloider na Unidade do Senai

Marconi entrega Moinho Desfibrilador Supermasscolloider na Unidade do Senai em Telêmaco Borba, a ‘Capital Nacional do Papel’
As pesquisas com nanofibras de celulose avançam a passos largos, com o objetivo de contribuir neste setor, a MARCONI trouxe para o Brasil o Moinho Desfibrilador Supermasscolloider fabricado pela empresa japonesa Masuko Sangyo.
O moinho foi entregue ao Senai de Telêmaco Borba (cidade considerada capital do papel) onde será usado na produção de nanocelulose.

​O Supermasscolloider possui um disco estático e um rotativo que criam uma zona de cisalhamento que fragmentam a estrutura e as ligações da parede celular, ocasionando a individualização das fibras e a geração das nanoestruturas.
A distância entre os discos pode ser ajustada para que por meio do contato mecânico as fibras de celulose sejam desfibriladas.
O produto final obtido é uma pasta de nanofibras de celulose que podem ser processadas em inúmeros produtos.
Além do excelente desempenho na produção das nanofibras, o moinho Supermasscolloider também apresenta a vantagem de gerar um menor consumo de energia no quando comparado com os métodos de homogeneização e microfluidização, e com o processo de refinação, o que torna a produção de nanocelulose economicamente viável.

Instrumento para Extração de Cannabis

Além da redução do tempo do processo, o Ultrassom oferece maior rendimento: até 1,8 vezes em comparação com os métodos convencionais.

O Processador Ultrassônico da Hielscher UP400ST pode extrair cerca de 300-400g de Cannabis moída fina em 1600-1700g de etanol em aproximadamente 15 minutos. Quantidades maiores podem ser extraídas em fluxo usando equipamentos industriais com uma célula de fluxo ultrassônica e uma bomba volumétrica.

Processador Ultrassônico da Hielscher UP400ST

Marconi na Analitica 2019

A Marconi esteve presente na Analitica 2019, A Analítica Latin America, é Feira Internacional de Tecnologia para Laboratórios, é a única e maior feira da América Latina com foco em tecnologia para o setor laboratorial.

A Marconi produz equipamentos para pesquisa, ensaios laboratoriais e projetos exclusivos para a indústria.
Presente no mercado há 38 anos, a empresa oferece competência e comprometimento para inovar.

Muito elogiada pelos visitantes que foram conferir de perto as novidades dos Produtos da Marconi em seu estande, um dos destaques foi o Moinho para Nanopartículas – Supermasscolloider

Destaques:

Aplicação: Cisalhamento de materiais obtendo-se partículas nanométricas de diversas amostras, como, grãos, gengibre, mostardas, talco, sílica, celulose, etc.

Emulsiona graxa e cosméticos para tamanho/escala micro.

Processo: Composto por dois discos, sendo um rotativo e um estático, com ajuste mecânico da distância entre eles, para que por meio do contato mecânico ocorra o processo de desfibrilação.

Seus discos de moagem não porosos patenteados são resistentes ao estresse térmico e inibem a formação de bactérias e a contaminação das amostras, atendendo, assim às exigências sanitárias das indústrias.

Estrutura:

  • base e caixa em chapa de aço carbono com tratamento anticorrosivo e pintura eletrostática em epóxi
  • para instalação no piso do laboratório

Estrutura da moagem:

  • câmara em aço inox AISI 304, com jaqueta para resfriamento/aquecimento.
  • motor de 7,5HP 15KW – velocidade de 1800 RPM.
  • rele térmico para proteção do motor contra superaquecimento
  • funil para adição de amostras
  • coletor de amostra com suporte para colocação de sacos coletores ou fluxo contínuo.
  • placa de berço dos discos em aço inox AISI 304,
  • com dois discos de moagem com diâmetro de 250 mm, de fácil substituição (material dos discos deve ser definido de acordo com a amostra).
  • sistema mecânico de ajuste fino por meio de manípulo com dispositivo de trava após o ajuste da granulometria desejada

Energia:

  • chave de emergência
  • cabo de energia quadrifilar (três fases e um terra), com dupla isolação, com tomada e plug de quatro pinos, NM 243 e NBR 14136.
  • 4000 watts, 220 Volts trifásico, ou 380/440 volts, especificar no pedido, 60 Hz.

As pesquisas com nanofibras de celulose avançam a passos largos.


Mas o que são nanofibras de celulose, também chamadas de celulose nanofibrilada/ nanocelulose?

São biomateriais obtidos a partir de madeira de reflorestamento, sobras de madeira, bagaço de cana e outros vegetais.
Além da vantagem de ser um material proveniente de fontes renováveis e de ser biodegradável, a nanocelulose apresenta propriedades únicas, como, dimensão em nanoescala, maior área de superfície, morfologia única, baixa densidade e maior resistência mecânica e térmica quando comparada a outras fibras.
Portanto, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico, as nanofibras celulósicas têm demonstrado ser um potencial substituto às fibras convencionais.
São inúmeras as aplicações da nanocelulose, podendo ser usadas como reforço de plástico, cimentos e implantes biomédicos; na fabricação de compósitos, de filmes flexíveis transparentes, de aerogéis e biogéis, tintas, revestimentos, curativos; entre outros.

Com o objetivo de contribuir com as pesquisas na área, a Marconi traz para o Brasil o moinho desfibrilador Supermasscolloider fabricado pela empresa japonesa Masuko Sangyo. Um equipamento para moagem ultrafina e pulverização de amostras em nanopartículas.

O Supermasscolloider possui um disco estático e um rotativo que criam uma zona de cisalhamento que fragmentam a estrutura e as ligações da parede celular, ocasionando a individualização das fibras e a geração das nanoestruturas.
A distância entre os discos pode ser ajustada para que por meio do contato mecânico as fibras de celulose sejam desfibriladas.
O produto final obtido é uma pasta de nanofibras de celulose que podem ser processadas em inúmeros produtos.
Além do excelente desempenho na produção das nanofibras, o moinho Supermasscolloider também apresenta a vantagem de gerar um menor consumo de energia no quando comparado com os métodos de homogeneização e microfluidização, e com o processo de refinação, o que torna a produção de nanocelulose economicamente viável.

O Supermasscolloider é citado em várias publicações científicas que comprovam sua eficácia:

ABE, K.; IWAMOTO, S.; YANO, H. Obtaining Cellulose Nanofibers with a Uniform Width of 15 nm from Wood. Biomacromolecules. v.8, n.10, p. 3276-3278, 2007.
ABE, K.; YANO, H. Comparison of the characteristics of cellulose microfibril aggregates isolated from fiber and parenchyma cells of Moso bamboo (Phyllostachys pubescens). Cellulose. v.17, p. 271-277, 2010.
ABE, K.; YANO, H. Formation of hydrogels from cellulose nanofibers. Carbohydrate Polymers. v.85, p.733–737, 2011.
HASSAN, E. A.; HASSAN, M.L.; OKSMAN, K. Improving bagasse pulp paper sheet properties with microfibrillated cellulose isolated from xylanase-treated bagasse. Wood and Fiber Science. v.43, n.1, 2011
KANG, T.; PAULAPURO, H.. Effect external fibrillation on paper strength. Pulp & Paper Canada. p.51-54, 2006.
POTULSKI, D. C. Efeito da incorporação de microfibrilas de celulose sobre as propriedades do papel. 73f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal) – Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2012.
VIANA, L. C.. Desenvolvimento de filmes celulósicos nanoestruturados a partir da polpa kraft de Pinus sp. 125 f. Tese (Doutorado em Engenharia Florestal) – Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2013.
WANG, H.; LI, D.; ZHANG, R.. Preparation of Ultralong Cellulose Nanofibers and Optically Transparent Nanopapers Derived from Waste Corrugated Paper Pulp. Bioresources, v.8, n.1, p.1374-1384, 2013.
YANO, H.; IWANAMOTO, S.; ABE, K. The Effect of Hemicelluloses on Wood Pulp Nanofibrillation and Nanofiber Network Characteristics. Biomacromolecules., v.9, p.1022–1026, 2008.

Saiba tudo sobre hidrólise, o processo químico que envolve a quebra de uma molécula em presença de água. Marconi Equipamentos para Laboratório e conheça os equipamentos para Hidrólise de Sais, Ésteres e Aminas, Enzimática, Caulinização.

O que é Hidrólise?

A hidrólise, hidro  ( água ), lise ( quebra ), corresponde a um processo químico que envolve a quebra de uma molécula em presença de água.

Dessa forma, determinada molécula divide-se  e se completa com os íons resultantes da molécula de água, resultando na formação de uma molécula diferente da original, obtendo uma reação química, como saponificação de ácidos graxos e outros ésteres, inversão de açúcares e quebra de proteínas.

Para que ocorra uma hidrólise completa é necessária a utilização de altas pressões e altas temperaturas. Na maioria dos casos a hidrolise só acontece rapidamente com o uso de agentes catalisadores que aprimoram este processo. Há no mercado variados tipos de catalisadores, sendo que os mais aplicados normalmente são alguns ácidos e tipos específicos de protéinas (enzimas).

Conheça os equipamentos para Banho Termostático Marconi

Quais os tipos mais comuns de hidrólise?

Dentre os tipos mais comuns de hidrólise estão a de sais, ésteres e aminas,  enzimática e a Caulinização. Conheça cada uma delas:

Hidrólise de Sais

Basicamente uma hidrólise entre água e um sal.  Resultando em um ácido caso a solução obtiver um Ph menor que 7 ou base com Ph maior que 7. Um exemplo básico dessa hidrólise é a dissolução do esmalte dos dentes pelos ácidos contidos na boca, ocasionando a cárie. Como uso prático essas reações são usadas para produção de ácidos e bases com fins domésticos e industriais e desidratações.

Ésteres e Aminas

Aminas são compostos que derivam do NH3 pela substituição de um, dois ou três hidrogênios por alquila ou arila. Além disso dependendo do número de grupos  de aminos  na molécula elas podem ser classificadas em vários tipos, como por exemplo:  aminas alifáticas e aromáticas, ou até monoaminas , diaminas triaminas e etc. Em sua maior parte o use das aminas é encontrado na fabricação de sabão, na vulcanização da borracha e na produção de corantes.

Ésteres são encontrados em dois tipos, orgânicos e inorgânicos. Os inorgânicos são obtidos dos ácidos minerais. Quando orgânicos com massa molecular baixa, normalmente são líquidos e incolores  e possuem cheiros agradáveis. Usados na fabricação de essencias aromáticas. Quando sua massa molecular é aumentada passam a ser líquidos oleosos, assim usados comumente na fabricação de gorduras e ceras. Insolúveis em água são solventes orgânicos usuais.

Enzimática

As enzimas são  substâncias orgânicas de natureza proteica. Elas possuem funções catalisadoras causando reações químicas que dificilmente aconteceriam, como a decomposição da maioria dos compostos orgânicos, fermentação  e nossa digestão através da Pepsina e Renina que formam  o suco gástrico. Envolvida também na hidrólise de polissacarídeos e fermentação para a produção do Bioetanol.

Caulinização

Os monômeros que constituem um polímero podem  separar-se uns dos outros através da hidrólise.  Através deste processo de decomposição é possivel produzir a sílica dissolvida e minerais de argila como a caulinite. Em sua maior parte este tipo de processo é usado na produção de cerâmicas e vidros, alguns equipamentos eletrônicos e matéria prima para inúmeros recursos produtivos na construção civil.

Agora que você já sabe o que é hidrólise, conheça Marconi Equipamentos para Laboratório e conheça os equipamentos relacionados.

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Partícula feita de amido de milho e óleo de tomilho combate larvas de Aedes aegypti

Karina Toledo  |  Agência FAPESP – O amido de milho, uma matéria-prima abundante, barata e biodegradável, foi a base usada por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para o desenvolvimento de partículas capazes de armazenar e liberar controladamente compostos ativos letais para as larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya.
A metodologia teve a patente requerida por meio da Agência de Inovação da Unicamp (Inova) e foi descrita em artigo na revista Industrial Crops and Products.

Sistema criado na Unicamp com materiais baratos e biodegradáveis permite a liberação controlada de composto larvicida e pode ser usado em pequenos volumes de água (fotos: Ana Silvia Prata)


No trabalho, apoiado pela FAPESP e coordenado por Ana Silvia Prata, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA-Unicamp), foi testado o óleo essencial de tomilho como agente larvicida. Esse óleo também é biodegradável e, na concentração usada na pesquisa, não oferece riscos à saúde humana.
“Conseguimos obter uma partícula que se comporta exatamente como os ovos do Aedes. Enquanto o ambiente está seco, ela se mantém inerte e conserva o agente ativo protegido. A partir do momento em que entra em contato com a água, começa a inchar para permitir a liberação do larvicida. Após três dias, período em que os ovos eclodem e tem início a fase larval, a partícula passa a liberar quantidades letais do princípio ativo na água”, disse Prata.
A ideia do projeto foi desenvolver um sistema de liberação controlada de larvicida para pequenos volumes hídricos, como vasos de planta, pneus, garrafas e entulhos diversos que podem virar criadouro do mosquito no ambiente urbano.
Segundo Prata, as autoridades sanitárias têm se preocupado em tratar com larvicidas caixas d’água e outros grandes reservatórios, mas estudos epidemiológicos indicam que 50% dos focos do Aedes estão em pequenas poças.
“Como o custo é baixo, o governo poderia produzir essas partículas e distribuí-las para a população, para que fossem espalhadas em locais da residência com potencial para acumular água da chuva, como medida complementar à conscientização da população e da luta contra a dengue”, disse.
Resultados dos testes feitos na Unicamp indicam que as partículas poderiam se manter funcionais durante aproximadamente cinco ciclos de chuvas. Após o primeiro contato com a água elas liberam apenas 20% do óleo de tomilho. “Fizemos o teste de deixar o material secar para depois reidratá-lo e observamos que as partículas voltam a liberar o agente larvicida normalmente”, contou Prata.
Ainda segundo a pesquisadora, o principal composto ativo encontrado no óleo de tomilho – o timol – impediu a proliferação de microrganismos no recipiente contendo a água, evitando que as partículas estragassem rapidamente depois de molhadas.
Método de produção
O ciclo de vida do Aedes aegypti é formado por quatro etapas: ovo, larva, pupa e mosquito adulto. O período total de desenvolvimento pode variar de cinco a 10 dias, tornando-se mais curto à medida que a temperatura aumenta. A fase larval, na qual o inseto está confinado no ambiente aquático, é considerada a mais estratégica para as ações de combate.
“Com base nessas informações, começamos a pensar em como deveria ser a partícula. Um de nossos colaboradores – Johan Ubbink [California Polytechnic State University, Estados Unidos] – sugeriu produzi-la por uma técnica conhecida como extrusão, a mesma usada na fabricação de salgadinhos de milho”, disse Prata.
O método consiste em forçar a passagem da massa de amido úmida e aquecida por um pequeno buraco. Normalmente, a ação da temperatura e da pressão exercida por uma rosca faz com que o material se expanda após a passagem pelo orifício.
“Adaptamos o processo, adotando uma temperatura mais branda e uma rotação de rosca mais suave, para que não ocorresse a expansão do material. Caso contrário, a partícula amoleceria rapidamente ao entrar em contato com a água, liberando o princípio ativo todo de uma vez”, disse Prata.
Outro desafio do grupo foi encontrar a composição adequada da matéria-prima. Como explicou a pesquisadora, o amido – seja ele de trigo, milho ou qualquer outra fonte – é composto fundamentalmente por frações variáveis de amilose e amilopectina. A quantidade de cada um desses componentes determina características como viscosidade e estrutura (capacidade de não se desfazer em contato com a água).
“Testamos formulações que tinham de 1,8% até 76% de amilose. E avaliamos, em cada caso, qual era o comportamento de lixiviação [o quão rápido a partícula se desfaz] e de inchamento no meio aquático”, disse Prata.
Ao mesmo tempo em que avaliavam esses dois aspectos da partícula, dosando a quantidade de óleo de tomilho liberada em função do tempo de contato com a água, os pesquisadores também observavam a atividade larvicida do composto ativo. O teste consistiu em medir a concentração necessária para matar 99% das larvas – parâmetro conhecido com CL99.
“O CL99 do óleo de tomilho não encapsulado é de aproximadamente 70 microgramas por mililitro [µg/ml]. Quando colocamos esse composto dentro da partícula, o valor diminui para 31 µg/ml, ou seja, nosso sistema de liberação controlada aumentou a ação larvicida”, disse a pesquisadora.
Ainda assim, o CL99 do composto natural permaneceu bem mais baixo que o de agentes sintéticos, como o temefós. A vantagem, segundo Prata, é que por ter uma composição química complexa, com outras moléculas ativas além do timol, é mais difícil para o inseto desenvolver resistência.
O grupo também testou como larvicida o extrato de jambu. O resultado foi similar ao observado com o tomilho, porém, o custo foi cerca de 15 vezes maior.
“O óleo essencial de tomilho é um material altamente disponível, vendido comercialmente e representa apenas 5% da composição da partícula – os outros 95% são amido de milho, que é muito barato. Por isso consideramos a técnica facilmente escalonável”, disse a professora da FEA-Unicamp.
O grupo da FEA-Unicamp avalia, no momento, a possibilidade de usar as mesmas partículas para encapsular bactérias fixadoras de nitrogênio, que auxiliam no crescimento de plantas. O material poderia, em tese, reduzir a quantidade de fertilizantes usados na agricultura. “Essa é uma teoria que pretendemos testar em um futuro projeto”, disse Prata.
O artigo Improved activity of thyme essential oil (Thymus vulgaris) against Aedes aegypti larvae using a biodegradable controlled release system, de Juliana Dias Maia, Roseli La Corte, Julian Martinez, Johan Ubbink e Ana Silvia Prata, pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0926669019301967?via%3Dihub#!.

Fonte: http://agencia.fapesp.br
 

13º Workshop de Férias em Genética e Melhoramento de Plantas

Agência FAPESP – O 13º Workshop de Férias em Genética e Melhoramento de Plantas será realizado de 22 a 25 de julho, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracibaba (SP).

O objetivo é promover a interação entre alunos de pós-graduação e graduação por meio de palestras e exposições práticas e interativas sobre os avanços da genética e dos programas de melhoramento de plantas. Também pretende-se despertar o interesse no Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da Esalq.

Há 45 vagas e a taxa de inscrição é de R$ 20. O evento ocorrerá das 8h às 18h no Departamento de Genética da Esalq, na av. Pádua Dias, 11, Piracicaba.

Mais informações e inscrição: https://fealq.org.br/en/informacoes-do-evento/?id=849

Projeto no Paraná é comprovar, através de dados, a importância de um bom manejo solo e como isso influencia na produtividade das lavouras

Manejo de Solo Adequado Influencia Produtividade das Lavouras

Projeto no Paraná é comprovar, através de dados, a importância de um bom manejo do solo e como isso influencia na produtividade das lavouras

Um projeto iniciado na safra 2018/19 vai avaliar nesta e nas próximas duas safras a qualidade física, química e biológica do solo em propriedades rurais do Paraná. A ideia é comprovar, com dados, para o produtor rural a importância de um manejo adequado do solo e como isso influencia na produtividade das lavouras. A informação foi passada, em nota, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Participam do projeto, além da Embrapa Soja, a cooperativa Cocamar e a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Depois do levantamento de dados, o projeto prevê o compartilhamento dos resultados com os produtores. O gerente técnico da cooperativa Cocamar, Renato Watanabe, destaca que tanto os produtores campeões de produtividade, assistidos pela cooperativa, quanto aqueles que se sobressaem por suas médias elevadas, apresentam um ponto em comum: o manejo adequado do solo.

“Este trabalho, realizado em parceria com a Embrapa, quer mostrar como o manejo influencia a capacidade de produção. Estamos visitando diversos ambientes de produção e analisando diferentes formas de manejo, para saber como o solo consegue absorver mais água e ter melhor estrutura física”, diz Watanabe.

Para o pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, “é muito diferente o produtor dizer que o manejo adequado traz retorno, a partir da experiência pessoal, e com o respaldo de dados científicos”, diz. “Isso é relevante também para outros produtores que ainda não estão adotando as mesmas práticas conservacionistas, porque conseguem visualizar que não é algo inacessível, pelo contrário, apesar do esforço, traz muitas vantagens.”

Ao todo, 24 áreas agrícolas no Paraná serão amostradas de acordo com o tipo de solo – arenoso ou argiloso e as diferentes altitudes.

fonte: Globo Rural