Marconi na Analitica 2019

A Marconi esteve presente na Analitica 2019, A Analítica Latin America, é Feira Internacional de Tecnologia para Laboratórios, é a única e maior feira da América Latina com foco em tecnologia para o setor laboratorial.

A Marconi produz equipamentos para pesquisa, ensaios laboratoriais e projetos exclusivos para a indústria.
Presente no mercado há 38 anos, a empresa oferece competência e comprometimento para inovar.

Muito elogiada pelos visitantes que foram conferir de perto as novidades dos Produtos da Marconi em seu estande, um dos destaques foi o Moinho para Nanopartículas – Supermasscolloider

Destaques:

Aplicação: Cisalhamento de materiais obtendo-se partículas nanométricas de diversas amostras, como, grãos, gengibre, mostardas, talco, sílica, celulose, etc.

Emulsiona graxa e cosméticos para tamanho/escala micro.

Processo: Composto por dois discos, sendo um rotativo e um estático, com ajuste mecânico da distância entre eles, para que por meio do contato mecânico ocorra o processo de desfibrilação.

Seus discos de moagem não porosos patenteados são resistentes ao estresse térmico e inibem a formação de bactérias e a contaminação das amostras, atendendo, assim às exigências sanitárias das indústrias.

Estrutura:

  • base e caixa em chapa de aço carbono com tratamento anticorrosivo e pintura eletrostática em epóxi
  • para instalação no piso do laboratório

Estrutura da moagem:

  • câmara em aço inox AISI 304, com jaqueta para resfriamento/aquecimento.
  • motor de 7,5HP 15KW – velocidade de 1800 RPM.
  • rele térmico para proteção do motor contra superaquecimento
  • funil para adição de amostras
  • coletor de amostra com suporte para colocação de sacos coletores ou fluxo contínuo.
  • placa de berço dos discos em aço inox AISI 304,
  • com dois discos de moagem com diâmetro de 250 mm, de fácil substituição (material dos discos deve ser definido de acordo com a amostra).
  • sistema mecânico de ajuste fino por meio de manípulo com dispositivo de trava após o ajuste da granulometria desejada

Energia:

  • chave de emergência
  • cabo de energia quadrifilar (três fases e um terra), com dupla isolação, com tomada e plug de quatro pinos, NM 243 e NBR 14136.
  • 4000 watts, 220 Volts trifásico, ou 380/440 volts, especificar no pedido, 60 Hz.

As pesquisas com nanofibras de celulose avançam a passos largos.


Mas o que são nanofibras de celulose, também chamadas de celulose nanofibrilada/ nanocelulose?

São biomateriais obtidos a partir de madeira de reflorestamento, sobras de madeira, bagaço de cana e outros vegetais.
Além da vantagem de ser um material proveniente de fontes renováveis e de ser biodegradável, a nanocelulose apresenta propriedades únicas, como, dimensão em nanoescala, maior área de superfície, morfologia única, baixa densidade e maior resistência mecânica e térmica quando comparada a outras fibras.
Portanto, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico, as nanofibras celulósicas têm demonstrado ser um potencial substituto às fibras convencionais.
São inúmeras as aplicações da nanocelulose, podendo ser usadas como reforço de plástico, cimentos e implantes biomédicos; na fabricação de compósitos, de filmes flexíveis transparentes, de aerogéis e biogéis, tintas, revestimentos, curativos; entre outros.

Com o objetivo de contribuir com as pesquisas na área, a Marconi traz para o Brasil o moinho desfibrilador Supermasscolloider fabricado pela empresa japonesa Masuko Sangyo. Um equipamento para moagem ultrafina e pulverização de amostras em nanopartículas.

O Supermasscolloider possui um disco estático e um rotativo que criam uma zona de cisalhamento que fragmentam a estrutura e as ligações da parede celular, ocasionando a individualização das fibras e a geração das nanoestruturas.
A distância entre os discos pode ser ajustada para que por meio do contato mecânico as fibras de celulose sejam desfibriladas.
O produto final obtido é uma pasta de nanofibras de celulose que podem ser processadas em inúmeros produtos.
Além do excelente desempenho na produção das nanofibras, o moinho Supermasscolloider também apresenta a vantagem de gerar um menor consumo de energia no quando comparado com os métodos de homogeneização e microfluidização, e com o processo de refinação, o que torna a produção de nanocelulose economicamente viável.

O Supermasscolloider é citado em várias publicações científicas que comprovam sua eficácia:

ABE, K.; IWAMOTO, S.; YANO, H. Obtaining Cellulose Nanofibers with a Uniform Width of 15 nm from Wood. Biomacromolecules. v.8, n.10, p. 3276-3278, 2007.
ABE, K.; YANO, H. Comparison of the characteristics of cellulose microfibril aggregates isolated from fiber and parenchyma cells of Moso bamboo (Phyllostachys pubescens). Cellulose. v.17, p. 271-277, 2010.
ABE, K.; YANO, H. Formation of hydrogels from cellulose nanofibers. Carbohydrate Polymers. v.85, p.733–737, 2011.
HASSAN, E. A.; HASSAN, M.L.; OKSMAN, K. Improving bagasse pulp paper sheet properties with microfibrillated cellulose isolated from xylanase-treated bagasse. Wood and Fiber Science. v.43, n.1, 2011
KANG, T.; PAULAPURO, H.. Effect external fibrillation on paper strength. Pulp & Paper Canada. p.51-54, 2006.
POTULSKI, D. C. Efeito da incorporação de microfibrilas de celulose sobre as propriedades do papel. 73f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Florestal) – Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2012.
VIANA, L. C.. Desenvolvimento de filmes celulósicos nanoestruturados a partir da polpa kraft de Pinus sp. 125 f. Tese (Doutorado em Engenharia Florestal) – Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2013.
WANG, H.; LI, D.; ZHANG, R.. Preparation of Ultralong Cellulose Nanofibers and Optically Transparent Nanopapers Derived from Waste Corrugated Paper Pulp. Bioresources, v.8, n.1, p.1374-1384, 2013.
YANO, H.; IWANAMOTO, S.; ABE, K. The Effect of Hemicelluloses on Wood Pulp Nanofibrillation and Nanofiber Network Characteristics. Biomacromolecules., v.9, p.1022–1026, 2008.

Saiba tudo sobre hidrólise, o processo químico que envolve a quebra de uma molécula em presença de água. Marconi Equipamentos para Laboratório e conheça os equipamentos para Hidrólise de Sais, Ésteres e Aminas, Enzimática, Caulinização.

O que é Hidrólise?

A hidrólise, hidro  ( água ), lise ( quebra ), corresponde a um processo químico que envolve a quebra de uma molécula em presença de água.

Dessa forma, determinada molécula divide-se  e se completa com os íons resultantes da molécula de água, resultando na formação de uma molécula diferente da original, obtendo uma reação química, como saponificação de ácidos graxos e outros ésteres, inversão de açúcares e quebra de proteínas.

Para que ocorra uma hidrólise completa é necessária a utilização de altas pressões e altas temperaturas. Na maioria dos casos a hidrolise só acontece rapidamente com o uso de agentes catalisadores que aprimoram este processo. Há no mercado variados tipos de catalisadores, sendo que os mais aplicados normalmente são alguns ácidos e tipos específicos de protéinas (enzimas).

Conheça os equipamentos para Banho Termostático Marconi

Quais os tipos mais comuns de hidrólise?

Dentre os tipos mais comuns de hidrólise estão a de sais, ésteres e aminas,  enzimática e a Caulinização. Conheça cada uma delas:

Hidrólise de Sais

Basicamente uma hidrólise entre água e um sal.  Resultando em um ácido caso a solução obtiver um Ph menor que 7 ou base com Ph maior que 7. Um exemplo básico dessa hidrólise é a dissolução do esmalte dos dentes pelos ácidos contidos na boca, ocasionando a cárie. Como uso prático essas reações são usadas para produção de ácidos e bases com fins domésticos e industriais e desidratações.

Ésteres e Aminas

Aminas são compostos que derivam do NH3 pela substituição de um, dois ou três hidrogênios por alquila ou arila. Além disso dependendo do número de grupos  de aminos  na molécula elas podem ser classificadas em vários tipos, como por exemplo:  aminas alifáticas e aromáticas, ou até monoaminas , diaminas triaminas e etc. Em sua maior parte o use das aminas é encontrado na fabricação de sabão, na vulcanização da borracha e na produção de corantes.

Ésteres são encontrados em dois tipos, orgânicos e inorgânicos. Os inorgânicos são obtidos dos ácidos minerais. Quando orgânicos com massa molecular baixa, normalmente são líquidos e incolores  e possuem cheiros agradáveis. Usados na fabricação de essencias aromáticas. Quando sua massa molecular é aumentada passam a ser líquidos oleosos, assim usados comumente na fabricação de gorduras e ceras. Insolúveis em água são solventes orgânicos usuais.

Enzimática

As enzimas são  substâncias orgânicas de natureza proteica. Elas possuem funções catalisadoras causando reações químicas que dificilmente aconteceriam, como a decomposição da maioria dos compostos orgânicos, fermentação  e nossa digestão através da Pepsina e Renina que formam  o suco gástrico. Envolvida também na hidrólise de polissacarídeos e fermentação para a produção do Bioetanol.

Caulinização

Os monômeros que constituem um polímero podem  separar-se uns dos outros através da hidrólise.  Através deste processo de decomposição é possivel produzir a sílica dissolvida e minerais de argila como a caulinite. Em sua maior parte este tipo de processo é usado na produção de cerâmicas e vidros, alguns equipamentos eletrônicos e matéria prima para inúmeros recursos produtivos na construção civil.

Agora que você já sabe o que é hidrólise, conheça Marconi Equipamentos para Laboratório e conheça os equipamentos relacionados.

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Partícula feita de amido de milho e óleo de tomilho combate larvas de Aedes aegypti

Karina Toledo  |  Agência FAPESP – O amido de milho, uma matéria-prima abundante, barata e biodegradável, foi a base usada por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para o desenvolvimento de partículas capazes de armazenar e liberar controladamente compostos ativos letais para as larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya.
A metodologia teve a patente requerida por meio da Agência de Inovação da Unicamp (Inova) e foi descrita em artigo na revista Industrial Crops and Products.

Sistema criado na Unicamp com materiais baratos e biodegradáveis permite a liberação controlada de composto larvicida e pode ser usado em pequenos volumes de água (fotos: Ana Silvia Prata)


No trabalho, apoiado pela FAPESP e coordenado por Ana Silvia Prata, professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA-Unicamp), foi testado o óleo essencial de tomilho como agente larvicida. Esse óleo também é biodegradável e, na concentração usada na pesquisa, não oferece riscos à saúde humana.
“Conseguimos obter uma partícula que se comporta exatamente como os ovos do Aedes. Enquanto o ambiente está seco, ela se mantém inerte e conserva o agente ativo protegido. A partir do momento em que entra em contato com a água, começa a inchar para permitir a liberação do larvicida. Após três dias, período em que os ovos eclodem e tem início a fase larval, a partícula passa a liberar quantidades letais do princípio ativo na água”, disse Prata.
A ideia do projeto foi desenvolver um sistema de liberação controlada de larvicida para pequenos volumes hídricos, como vasos de planta, pneus, garrafas e entulhos diversos que podem virar criadouro do mosquito no ambiente urbano.
Segundo Prata, as autoridades sanitárias têm se preocupado em tratar com larvicidas caixas d’água e outros grandes reservatórios, mas estudos epidemiológicos indicam que 50% dos focos do Aedes estão em pequenas poças.
“Como o custo é baixo, o governo poderia produzir essas partículas e distribuí-las para a população, para que fossem espalhadas em locais da residência com potencial para acumular água da chuva, como medida complementar à conscientização da população e da luta contra a dengue”, disse.
Resultados dos testes feitos na Unicamp indicam que as partículas poderiam se manter funcionais durante aproximadamente cinco ciclos de chuvas. Após o primeiro contato com a água elas liberam apenas 20% do óleo de tomilho. “Fizemos o teste de deixar o material secar para depois reidratá-lo e observamos que as partículas voltam a liberar o agente larvicida normalmente”, contou Prata.
Ainda segundo a pesquisadora, o principal composto ativo encontrado no óleo de tomilho – o timol – impediu a proliferação de microrganismos no recipiente contendo a água, evitando que as partículas estragassem rapidamente depois de molhadas.
Método de produção
O ciclo de vida do Aedes aegypti é formado por quatro etapas: ovo, larva, pupa e mosquito adulto. O período total de desenvolvimento pode variar de cinco a 10 dias, tornando-se mais curto à medida que a temperatura aumenta. A fase larval, na qual o inseto está confinado no ambiente aquático, é considerada a mais estratégica para as ações de combate.
“Com base nessas informações, começamos a pensar em como deveria ser a partícula. Um de nossos colaboradores – Johan Ubbink [California Polytechnic State University, Estados Unidos] – sugeriu produzi-la por uma técnica conhecida como extrusão, a mesma usada na fabricação de salgadinhos de milho”, disse Prata.
O método consiste em forçar a passagem da massa de amido úmida e aquecida por um pequeno buraco. Normalmente, a ação da temperatura e da pressão exercida por uma rosca faz com que o material se expanda após a passagem pelo orifício.
“Adaptamos o processo, adotando uma temperatura mais branda e uma rotação de rosca mais suave, para que não ocorresse a expansão do material. Caso contrário, a partícula amoleceria rapidamente ao entrar em contato com a água, liberando o princípio ativo todo de uma vez”, disse Prata.
Outro desafio do grupo foi encontrar a composição adequada da matéria-prima. Como explicou a pesquisadora, o amido – seja ele de trigo, milho ou qualquer outra fonte – é composto fundamentalmente por frações variáveis de amilose e amilopectina. A quantidade de cada um desses componentes determina características como viscosidade e estrutura (capacidade de não se desfazer em contato com a água).
“Testamos formulações que tinham de 1,8% até 76% de amilose. E avaliamos, em cada caso, qual era o comportamento de lixiviação [o quão rápido a partícula se desfaz] e de inchamento no meio aquático”, disse Prata.
Ao mesmo tempo em que avaliavam esses dois aspectos da partícula, dosando a quantidade de óleo de tomilho liberada em função do tempo de contato com a água, os pesquisadores também observavam a atividade larvicida do composto ativo. O teste consistiu em medir a concentração necessária para matar 99% das larvas – parâmetro conhecido com CL99.
“O CL99 do óleo de tomilho não encapsulado é de aproximadamente 70 microgramas por mililitro [µg/ml]. Quando colocamos esse composto dentro da partícula, o valor diminui para 31 µg/ml, ou seja, nosso sistema de liberação controlada aumentou a ação larvicida”, disse a pesquisadora.
Ainda assim, o CL99 do composto natural permaneceu bem mais baixo que o de agentes sintéticos, como o temefós. A vantagem, segundo Prata, é que por ter uma composição química complexa, com outras moléculas ativas além do timol, é mais difícil para o inseto desenvolver resistência.
O grupo também testou como larvicida o extrato de jambu. O resultado foi similar ao observado com o tomilho, porém, o custo foi cerca de 15 vezes maior.
“O óleo essencial de tomilho é um material altamente disponível, vendido comercialmente e representa apenas 5% da composição da partícula – os outros 95% são amido de milho, que é muito barato. Por isso consideramos a técnica facilmente escalonável”, disse a professora da FEA-Unicamp.
O grupo da FEA-Unicamp avalia, no momento, a possibilidade de usar as mesmas partículas para encapsular bactérias fixadoras de nitrogênio, que auxiliam no crescimento de plantas. O material poderia, em tese, reduzir a quantidade de fertilizantes usados na agricultura. “Essa é uma teoria que pretendemos testar em um futuro projeto”, disse Prata.
O artigo Improved activity of thyme essential oil (Thymus vulgaris) against Aedes aegypti larvae using a biodegradable controlled release system, de Juliana Dias Maia, Roseli La Corte, Julian Martinez, Johan Ubbink e Ana Silvia Prata, pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0926669019301967?via%3Dihub#!.

Fonte: http://agencia.fapesp.br
 

13º Workshop de Férias em Genética e Melhoramento de Plantas

Agência FAPESP – O 13º Workshop de Férias em Genética e Melhoramento de Plantas será realizado de 22 a 25 de julho, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracibaba (SP).

O objetivo é promover a interação entre alunos de pós-graduação e graduação por meio de palestras e exposições práticas e interativas sobre os avanços da genética e dos programas de melhoramento de plantas. Também pretende-se despertar o interesse no Programa de Pós-Graduação em Genética e Melhoramento de Plantas da Esalq.

Há 45 vagas e a taxa de inscrição é de R$ 20. O evento ocorrerá das 8h às 18h no Departamento de Genética da Esalq, na av. Pádua Dias, 11, Piracicaba.

Mais informações e inscrição: https://fealq.org.br/en/informacoes-do-evento/?id=849

Projeto no Paraná é comprovar, através de dados, a importância de um bom manejo solo e como isso influencia na produtividade das lavouras

Manejo de Solo Adequado Influencia Produtividade das Lavouras

Projeto no Paraná é comprovar, através de dados, a importância de um bom manejo do solo e como isso influencia na produtividade das lavouras

Um projeto iniciado na safra 2018/19 vai avaliar nesta e nas próximas duas safras a qualidade física, química e biológica do solo em propriedades rurais do Paraná. A ideia é comprovar, com dados, para o produtor rural a importância de um manejo adequado do solo e como isso influencia na produtividade das lavouras. A informação foi passada, em nota, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Participam do projeto, além da Embrapa Soja, a cooperativa Cocamar e a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Depois do levantamento de dados, o projeto prevê o compartilhamento dos resultados com os produtores. O gerente técnico da cooperativa Cocamar, Renato Watanabe, destaca que tanto os produtores campeões de produtividade, assistidos pela cooperativa, quanto aqueles que se sobressaem por suas médias elevadas, apresentam um ponto em comum: o manejo adequado do solo.

“Este trabalho, realizado em parceria com a Embrapa, quer mostrar como o manejo influencia a capacidade de produção. Estamos visitando diversos ambientes de produção e analisando diferentes formas de manejo, para saber como o solo consegue absorver mais água e ter melhor estrutura física”, diz Watanabe.

Para o pesquisador Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, “é muito diferente o produtor dizer que o manejo adequado traz retorno, a partir da experiência pessoal, e com o respaldo de dados científicos”, diz. “Isso é relevante também para outros produtores que ainda não estão adotando as mesmas práticas conservacionistas, porque conseguem visualizar que não é algo inacessível, pelo contrário, apesar do esforço, traz muitas vantagens.”

Ao todo, 24 áreas agrícolas no Paraná serão amostradas de acordo com o tipo de solo – arenoso ou argiloso e as diferentes altitudes.

fonte: Globo Rural

Pós-doutorado em Química no Instituto de Química de São Carlos IQSC USP

Pós-doutorado em Química no Instituto de Química de São Carlos IQSC USP

Duas oportunidades com Bolsa de pós-doutorado da FAPESP estão disponíveis para o Projeto Temático “Aplicação do conceito de biorrefinaria a estações de tratamento biológico de águas residuárias: o controle da poluição ambiental aliado à recuperação de matéria e energia”, que é coordenado pelo professor Marcelo Zaiat. As inscrições devem ser feitas até 15 de março de 2019.

Um dos selecionados trabalhará no desenvolvimento de catalisadores sólidos para o processo de obtenção de eteno a partir do acoplamento oxidativo do metano. O objetivo da vaga é ter um profissional com conhecimento em Catálise Heterogênea no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP).

Os interessados devem enviar um e-mail para a professora Elisabete Moreira Assaf (eassaf@iqsc.usp.br) contendo currículo vitae, uma carta de interesse e outra de recomendação. Colocar no assunto do e-mail: “Post-doctoral OCM”.

A outra vaga tem como objetivo o desenvolvimento de catalisadores sólidos para o processo de obtenção de metanol a partir da hidrogenação de CO2. O bolsista participará da pesquisa no Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Os candidatos interessados devem enviar um e-mail para eassaf@iqsc.usp.br contendo currículo vitae, uma carta de interesse e outra de recomendação. Colocar no Assunto do e-mail: “Post-doctoral Metanol”.

Mais informações sobre as vagas: www.fapesp.br/oportunidades/2596 e www.fapesp.br/oportunidades/2598.

As oportunidades de pós-doutorado estão abertas a brasileiros e estrangeiros. Os selecionados receberão Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.373,10 mensais e Reserva Técnica equivalente a 15% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso os bolsistas de PD residam em domicílio fora da cidade na qual se localiza a instituição-sede da pesquisa e precisem se mudar, poderão ter direito a um auxílio-instalação.

Treinamento Técnico em Microbioma de Plantas

Treinamento Técnico em Microbioma de Plantas

O Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC) dispõe de uma vaga de treinamento técnico nível três (TT-3) com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição se encerra no dia 15 de março de 2019.

Coordenado pelo professor Paulo Arruda, o GCCRC tem o objetivo de promover a adaptação de culturas agrícolas a estresses impostos pela mudança climática global. O grupo adota uma plataforma de biotecnologia para identificar microrganismos e genes-chave envolvidos em respostas ao estresse e em rendimento, visando incorporá-los em germoplasmas.

O centro está procurando um candidato para participar de pesquisas na área de microbioma de plantas envolvendo técnicas de isolamento, cultivo e identificação de microrganismos associados. O bolsista será treinado para realizar processos relacionados a isolamento de microrganismos, extração de ácido nucleico, preparo de bibliotecas de sequenciamento, sequenciamento de marcadores moleculares e preparo de meios de cultura.

O candidato deve ser bacharel em Biologia, Bioquímica, Farmácia, Biotecnologia ou campos relacionados, além de ter capacidade de manter anotações de laboratório precisas, consistentes e responsáveis. Para se aplicar a vaga, o candidato deve enviar o currículo vitae e uma carta de apresentação para vagas.gccrc@unicamp.br com o assunto “TT-III em Microbioma de Plantas”.

Mais informações sobre a vaga: www.fapesp.br/oportunidades/2619.

A Bolsa de TT-3 tem valor de R$ 1.228,40 mensais. É direcionada a graduados do nível superior, sem reprovações no histórico escolar e sem vínculo empregatício. A dedicação deverá ser de 16 a 40 horas semanais às atividades de apoio ao projeto de pesquisa. O tempo de bolsa TT-3 será descontado no caso de o interessado vir a usufruir de Bolsa de Mestrado ou Doutorado Direto.

Mais informações sobre as bolsas de Treinamento Técnico da FAPESP: www.fapesp.br/bolsas/tt.

Técnica Identifica Contaminantes na Produção de Etanol

Técnica Identifica Contaminantes na Produção de Etanol

A presença de micro-organismos contaminantes no processo de produção de etanol pode levar a perdas significativas aos produtores.

O grupo de pesquisa coordenado pelo professor Carlos Alberto Labate, do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, recorre a técnicas utilizadas na área médica, com alta precisão e rapidez, para identificar esses micro-organismos, o que permitirá uma rápida tomada de ação por parte das usinas.

O Brasil é o segundo maior produtor de etanol no mundo. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento, a expectativa da produção brasileira para a safra 2018/19 é de 30,41 bilhões de litros, um aumento de 11,6% em relação à safra passada. O etanol é um importante combustível de matriz renovável e é utilizado no Brasil pelos carros Flex, que representam mais de 60% da frota.

O processo de fermentação da cana-de-açúcar não ocorre em condições assépticas, e a contaminação por fungos e bactérias é frequente. Esses micro-organismos podem causar perdas no processo fermentativo, reduzindo a produção de etanol e gerando prejuízos. “Em determinados momentos, o produtor pode perder dornas [recipiente de armazenamento] de 2 até 3 milhões de litros por conta da presença de contaminantes”, explica Labate.

Em recente trabalho publicado pelo grupo foi constatado que as bactérias do gênero Lactobacillus são os contaminantes mais frequentes nesse ambiente, chegando a representar mais de 90% da população bacteriana. O monitoramento preciso dos contaminantes é fundamental para a tomada de ação correta para mitigar o problema nas usinas.

“O objetivo do nosso trabalho é oferecer ferramentas rápidas para que eles possam acessar os micro-organismos presentes no processo, com grau de confiabilidade alto”, destaca o professor.

Equipamentos para laboratório

IDENTIFICAÇÃO

A doutoranda Juliana Guimarães Fonseca estuda a diversidade dos contaminantes microbianos das dornas de fermentação utilizando técnicas moleculares e de espectrometria de massas, tendo como foco as bactérias do gênero Lactobacillus.

O passo inicial foi utilizar técnicas moleculares, a partir de genes conservados, para identificar micro-organismos.

“Mas os métodos moleculares demandam muito tempo e muito gasto. Para as usinas, fica muito fora do que eles querem, que é um método rápido”, conta Juliana.

A espectrometria de massas surge como alternativa rápida e específica que pode ser utilizada pelas usinas. A identificação molecular é apenas necessária para a montagem do banco de dados das bactérias. Foram mais de 40 micro-organismos analisados pela doutoranda, mas a expectativa é que esse número possa aumentar, se outros grupos de pesquisa se unirem ao trabalho.

Espectrometria de Massas

O trabalho do grupo de pesquisa foi adaptar essa metodologia para identificar micro-organismos contaminantes presente nas usinas. Mas Thaís salienta que “o trabalho da doutoranda Juliana foi muito além de simplesmente trazer uma análise que já é um sucesso numa área e aplicar na nossa. Nós tivemos um trabalho árduo no desenvolvimento de uma metodologia de preparo de amostra”, esclarece.

O grupo de pesquisa já está em fase avançada de análise, finalizando os experimentos. “A gente já conseguiu validar nossa técnica de espectrometria de massas. O poder de discriminação é muito grande. Em nenhuma das vezes uma bactéria analisada apresentou o perfil de outra bactéria”, explica Fonseca.

Essa metodologia contém as demandas mais importantes da usina: identificação precisa e rápida de micro-organismos contaminantes. No entanto, ela é uma tecnologia muito cara – aparelhos de espectrometria de massas podem chegar a custar milhões de dólares – e que exige mão de obra especializada para operar os equipamentos.

Thaís ressalta que existem soluções. “Não é preciso que todo mundo tenha um equipamento. Laboratórios multi-usuários e centrais analíticas são importantes porque é caro ter e manter esses equipamentos, e mais caro ainda é encontrar pessoas especializadas para tomar conta deles e fazer eles funcionarem bem. Mas, uma vez que você tem a infraestrutura, analisar a amostra não é caro.”

Fonte Jornal da USP

fibras de celulose extraídas de partes da bananeira vai ajudar a manter o Sorvete mais cremoso e fazer com que a sobremesa demore mais para derreter.

Sorvete Mais Cremoso e Que Demore Mais Para Derreter

Fibras de celulose extraídas de partes da bananeira vai ajudar a manter Sorvetes mais cremosos e fazer com que a sobremesa demore mais para derreter.

Pode ser um sorvete de qualquer coisa ou sabor, que a banana vai ajudar a mantê-lo mais cremoso e fazer com que a sobremesa demore mais para derreter.

O que faz a diferença é a adição de minúsculas fibras de celulose extraídas de partes da bananeira que são descartadas durante a colheita.

“Nossas descobertas sugerem que as nanofibras de celulose extraídas dos resíduos da banana podem ajudar a melhorar o sorvete de várias maneiras. Em particular, as fibras podem levar ao desenvolvimento de uma sobremesa mais grossa e mais saborosa, que leva mais tempo para derreter. Como resultado, isso permitiria uma experiência mais relaxante e agradável com a comida, especialmente em climas quentes,” disse o professor Robin Gallego, da Universidade Pontifícia Bolivariana, na Colômbia.


A equipe misturou as nanofibras no sorvete em diversas concentrações, de zero, para controle, até 0,3% em peso. Para aferir os efeitos, em vez de pazinhas e lambidas, a equipe usou um reômetro, um aparelho que mede quanta força é necessária para mover um fluido, e um texturômetro, que mede a resposta de um material a forças de tensão, compressão, flexão etc.

As medições mostraram que o sorvete demora mais para derreter e pode ter prazo de validade mais longo porque o material parece agir como um estabilizante. Além disso, as nanofibrilas de celulose podem potencialmente substituir as gorduras usadas para fazer o sorvete.

A seguir, a equipe pretende explorar como diferentes tipos de gordura usados nos sorvetes reagem às nanofibrilas de celulose.

Fonte: Blog Inovação Tecnológica